
O professor norte-americano Philip Koopman, especialista em segurança de veículos autônomos, publicou uma nova abordagem a respeito dos níveis de autonomia de direção. Sua ideia surge como uma proposta alheia à classificação J306 feita pela Sociedade de Engenheiros Automotivos (SAE) dos EUA.
Essa classificação é composta por cinco níveis, de 0 a 4, de nenhuma autonomia à total autonomia. Nenhum carro hoje é considerado realmente autônomo – os Teslas atingem o nível 2, que exige um piloto humano ao volante, atento e hábil o tempo todo. Mas a confusão dos números, e certo abuso das montadores em começarem a inventar coisas como “Nível 2+ ou Nível 2.5” (que não são reconhecidos pela SAE), e os riscos que derivam dessa mensagem ambígua, levaram o engenheiro a propor uma nova, mais simples e mais óbvia forma de classificar autonomia.
Koopman acredita que essas classificações são úteis apenas do ponto de vista da engenharia, não para unidades regulares. Segundo o professor, os sistemas autônomos devem ser separados em quatro categorias: Assistência ao Motorista, Automação Supervisionada, Teste de Veículos e Operação Autônoma.
Assistência ao Motorista se refere a tudo que ajude as pessoas a dirigir melhor. Isso pode incluir ABS (freios antibloqueio), AEB (frenagem automática de emergência), controle de cruzeiro (adaptativo – ACC – ou simples) e ESC (controle eletrônico de estabilidade), entre outros auxílios.
Com eles, o motorista está sempre no controle, sendo responsável por tudo o que acontece com o veículo, a menos que algum desses sistemas tenha um mau funcionamento. Como por exemplo a “frenagem fantasma” (acionamento involuntário do sistema de freios durante a condução).
Quando o carro controla a velocidade e a manutenção da faixa, sem interferência humana, temos a Automação Supervisionada. Aqui, qualquer ação além da manutenção da faixa é do motorista, que também é responsável por quaisquer colisões ou infrações de trânsito.
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