Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 16 de fevereiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Estudo: carro de célula de hidrogênio tem só um terço da eficiência do elétrico a bateria

Estudo: carro de célula de hidrogênio tem só um terço da eficiência do elétrico a bateria

Um novo estudo publicado na revista científica Nature põe em sérias dúvidas a viabilidade dos carros elétricos a célula de combustível (FCEV).

FCEV é uma tecnologia que compete com elétricos a bateria (BEV). Consiste em usar uma célula de combustível que converte quimicamente hidrogênio em eletricidade. Alguns fabricantes (não muitos) apostam no potencial porque tem duas vantagens: peso e facilidade de abastecer. Hidrogênio é um material físico e se abastece como a gasolina, em segundos. Dependendo de como é produzido, não emite gases-estufa (ainda que a maior parte em circulação hoje derive do processo do petróleo).

Infelizmente, pelo estudo, os segundos jamais alcançarão a eficiência dos primeiros. Dizem, com todas as letras, que é “improvável que a tecnologia do hidrogênio desempenhe um papel importante no transporte rodoviário sustentável”. Colocação esta que dá nome ao artigo publicado.

A eletricidade e o hidrogênio, conforme aponta o estudo, são os dois principais atores em energia para um futuro de baixo carbono. O hidrogênio, importante dizer, é e continuará sendo vital na indústria, na navegação e nos combustíveis sintéticos de aviação. Mas aí não é elétrico: funciona queimando hidrogênio (que é extremamente inflamável) mesmo, com motores a combustão interna ou a jato movidos a hidrogênio no lugar de diesel, combustível bunker e querosene.

Mas para as necessidades do transporte rodoviário, os veículos elétricos a bateria, tanto no transporte de passageiros quanto no de carga, merecem mais foco.

A maioria das montadoras está se dedicando aos carros elétricos a bateria. Entretanto, há aquelas que ainda se dedicam aos motores a hidrogênio, como Toyota, Hyundai e GM. Como traz o site Electrek.co, alguns dos maiores programas FCEV do mundo, como o Toyota Mirai e o Hyundai Nexo, não conseguiram obter nenhuma reação depois de anos e bilhões investidos.

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