Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 21 de julho de 2021 · 2 min de leitura ·

Estudo desmente mito sobre poluição de carros elétricos

Estudo desmente mito sobre poluição de carros elétricos

Um mito para desencorajar consumidores na hora de optar por veículos elétricos finalmente caiu por terra. Um novo estudo mostrou que os carros elétricos continuam sendo mais limpos e emitindo menos gases de efeito estufa do que os automóveis movidos a combustão.

Mesmo sem eliminar gases de efeito estufa pelo escapamento, há ainda a questão da produção. Justamente de onde saiu o boato, que dizia que eles não eram mais limpos do que aqueles que usam combustíveis porque são recarregados em uma rede de energia “suja”. Além disso, citavam que a mineração de materiais para as baterias era poluente, fazendo com que também tenham uma forte pegada de carbono. Mas não é bem assim.

O estudo foi publicado pelo Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT, na sigla em inglês), um grupo de pesquisa sem fins lucrativos. “Há lobby de partes da indústria automotiva dizendo que veículos elétricos não são muito melhores se levar em conta a produção de eletricidade e a produção de baterias. Queríamos investigar isso e ver se esses argumentos são verdadeiros”, disse Georg Bieker, pesquisador do grupo.

O relatório estimou as emissões de carros elétricos de médio porte registrados neste ano de 2021 na Europa, Índia, China e Estados Unidos, grupo que representa 70% das vendas de carros novos no mundo. Segundo o ICCT, ao longo da vida de um automóvel limpo, as emissões são entre 66% e 69% mais baixas do que um carro a gasolina, na Europa, por exemplo.

Os números variam de acordo com a região. Nos Estados Unidos, o valor fica entre 60% e 68%. Já na China, por exemplo, um país que usa mais energia vinda do carvão mineral, as emissões causadas pelos carros elétricos são de 37% a 45% menores. A Índia é o lugar com menor percentual, mas ainda assim um resultado interessante, com 19% a 34% menos poluição por parte dos veículos.

O estudo leva em consideração carros novos, emplacados em 2021 e com estimativa de 18 anos de circulação. Os autores ainda observaram a matriz energética sob a política existente em cada região, assim como as projeções da Agência Internacional de Energia sobre a futura fonte de eletricidade.

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