
A californiana Parallel Systems, fundada por três ex-engenheiros da SpaceX, está criando uma plataforma para veículos ferroviários elétricos e autônomos de transporte de cargas. A ideia se baseia na oferta de vantagens em termos de custo, segurança, velocidade e emissões, em comparação com os trens de carga tradicionais.
Movidos individualmente pelos trilhos, os vagões da frota da Parallel Systems são capazes de se unir para formar os chamados pelotões. Eles também podem se dividir para cobrir vários destinos ao mesmo tempo, ao passo que podem atuar em ferrovias menores – diferente dos trens muito mais longos, que ficam impossibilitados economicamente de trabalhar em trechos mais curtos.
Os pelotões não precisam ter quilômetros de comprimento e acumular grandes quantidades de carga. Em vez disso, eles podem ser bem mais curtos que os trens convencionais. Já graças à possibilidade de se dividir – em cruzamentos de ferrovias, por exemplo – os vagões não correm o risco de bloquear o tráfego.
E mais: quando em situação de cruzamento da linha férrea com rodovias, as unidades da plataforma podem se separar para facilitar a passagem de veículos de emergência, como ambulâncias ou carros de polícia.
Com relação aos terminais ferroviários para a plataforma, eles poderão ser menos dispendiosos de construir, pois não precisarão ser grandes para atender trens longos, ocupando centenas de hectares de terra. Esses terminais (em virtude de seus tamanhos diminuídos) poderiam ser construídos mais próximos dos pontos de embarque e desembarque de cargas.
Cada unidade autônoma possui um alcance de até 800 km com uma carga elétrica – cada carregamento elétrico dos vagões sendo possível de ser realizado em apenas uma hora. Com os vagões usando 25% menos energia do que um caminhão, há também custos reduzidos de infraestrutura de carregamento. Isso porque os vagões da plataforma são equipados com baterias menores, o que sobrecarrega menos a rede.
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