
Os preços dos carros novos dispararam nos Estados Unidos, e o fim do crédito fiscal para veículos elétricos tornou a compra ainda mais cara. GM e Hyundai estão ajustando suas estratégias para lidar com a mudança, enquanto consumidores precisam avaliar cuidadosamente suas escolhas na hora de trocar de carro.
Segundo o Inside EVS, o impacto é sentido em todo o setor: desde SUVs e caminhonetes até os modelos elétricos mais avançados, os estadunidenses têm repensado prioridades e buscado alternativas mais acessíveis.
Nos últimos anos, o preço médio de um carro novo nos Estados Unidos atingiu cerca de US$ 50 mil (aproximadamente R$ 265 mil), tornando a compra menos acessível. Incentivos como o crédito fiscal de US$ 7.500 (R$ 39,7 mil) para veículos elétricos e ofertas de leasing ajudavam a equilibrar o cenário. Sem esses benefícios, as vendas estão em queda.
Segundo a GlobalData, as entregas de veículos leves caíram 6,3% em novembro em relação a 2024. Ajustando-se ao número de dias úteis, a queda foi de 2,6%. Enquanto a maioria dos veículos elétricos recuou, marcas como Toyota e Kia registraram ganhos modestos em híbridos e modelos mais baratos.
Ela explica que “os preços estão mais altos e as taxas de juros continuam elevadas, e isso pesa neste momento do ano, quando os consumidores buscam ofertas.”
Mesmo com modelos elétricos de ponta como o Ioniq 5, a Hyundai ainda enfrenta limitações em softwares de direção autônoma. Song Chang-hyeon, chefe da divisão de Plataforma Avançada de Veículos (AVP), está deixando a empresa, assumindo a responsabilidade pelo avanço lento do grupo nesse setor.
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