
A crescente indústria de eVTOL da Índia tem registrado avanços importantes, investimentos e parcerias ao longo dos últimos anos. O país acaba de ver um demonstrador em meia escala, produzido internamente e com 700 kg, concluir seus testes de voo integrados — um passo mais próximo da era dos táxis aéreos.
Trata-se de uma grande conquista para a empresa, que construiu o demonstrador na metade da escala de sua futura aeronave Shunya, que a Sarla espera que seja o táxi aéreo mais economicamente viável do mundo. A equipe é liderada por profissionais de diversas empresas internacionais de eVTOL, incluindo Lilium, Volocopter, Wisk, Beta e Joby Aviation.
O Shunya poderá transportar um piloto e seis passageiros com uma pequena bagagem, ou quatro passageiros em assentos mais luxuosos. Uma configuração de carga permitirá transportar até 680 kg. O eVTOL está sendo projetado com sete unidades de propulsão, baterias duplas isoladas e um tanque de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) para até 800 km de alcance híbrido.
A Sarla mira uma velocidade máxima de 250 km/h, o que deve tornar simples os deslocamentos entre aeroportos e cidades quando a aeronave começar a operar nos próximos anos.
Com isso, a Sarla enfrenta players globais, como Joby, Archer, Vertical Aerospace e SkyDrive, além de empresas chinesas, como eHang e TCab Tech. Ela também tem concorrência em seu próprio território. A The ePlane Company afirmou no mês passado que seu PT-01 foi o primeiro protótipo em escala real de um eVTOL na Índia. Há ainda outras empresas desenvolvendo tecnologia de ponta para aviação, incluindo a BluJ Aerospace.
Essas empresas terão que lidar com mais do que os desafios de construir e aperfeiçoar suas aeronaves antes de conseguirem voar. Elas precisarão trabalhar com as autoridades regulatórias locais para obter autorização para testes públicos de seus eVTOLs, obter licenças para operar comercialmente e garantir áreas de pouso em aeroportos e centros de transporte nas principais cidades da Índia.
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