
A Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA exigiu inspeções em 171 aeronaves do modelo Boeing 737 Max 9 após o painel de uma delas abrir em pleno voo na última sexta-feira (05). A exigência levou as empresas Alaska Airlines e United Airlines a cancelarem voos em diversos países, inclusive no Brasil.
O incidente na aeronave da Alaska Airlines ocorreu a 16 mil pés – equivalente a cerca de cinco quilômetros – do chão. A perda de parte da fuselagem obrigou os pilotos a retornarem ao Aeroporto Internacional de Portland, em Oregon, onde fizeram um pouso de emergência, segundo o jornal New York Times. Apesar do susto, nenhum dos 171 passageiros e seis tripulantes a bordo se feriu.
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) dos Estados Unidos investiga o caso. No momento, o órgão considera que o incidente ocorreu por conta de falha de pressurização. O avião tinha registrado avisos relacionados à pressurização em três voos anteriores e estava restrito de voar sobre oceanos.
A equipe de manutenção havia tentado solucionar o problema da luz de aviso antes de o avião voltar a operar em rotas limitadas. Atualmente, os investigadores examinam o tampão da porta de cabine média, que se soltou durante o voo. Já os dados do gravador de voz do cockpit se perderam, pois o dispositivo regrava após duas horas.
A descompressão no voo resultou na abertura da porta do cockpit, perda de um fone de ouvido de um piloto e soltura dos encostos de cabeça nos bancos. Pertences dos passageiros também se espalharam pela cabine. Veja abaixo como foi:
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou, no domingo (07), que os voos com aviões do Boeing modelo 737 Max 9 também estão suspensos no Brasil. Por aqui, o modelo é operado pela Copa Airlines, em voos internacionais com chegada e partida no Aeroporto de Guarulhos (SP).
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