
Analistas da empresa Morgan Stanley estimam que o mundo precisa de US$ 50 trilhões (aproximadamente R$ 200 trilhões), aplicados em cinco áreas de tecnologia até 2050, para reduzir as emissões e cumprir a meta do Acordo de Paris de interromper o aquecimento global.
De acordo com relatório divulgado, os analistas calcularam que, para reduzir as emissões líquidas de carbono para zero, o mundo teria que erradicar o equivalente a 53,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano.
As emissões de carbono de combustíveis fósseis atingiram um recorde em 2018, mas as estimativas em relação ao custo para manter a temperatura global apenas dois graus acima da atual, variam.
A Agência Internacional de Energia Renovável diz que são necessários US$ 750 bilhões (aproximadamente R$ 3 trilhões) por ano em energias renováveis ao longo de uma década. Cientistas das Nações Unidas dizem que US$ 300 bilhões (aproximadamente R$ 1,2 trilhão) gastos na recuperação de terras degradadas poderiam compensar as emissões, hangando tempo para implantar tecnologias de zero carbono.
O site Bloomberg compilou as estimativas da Morgan Stanley para as cinco principais áreas de tecnologia que são necessárias para cumprir com o Acordo de Paris.
A geração de energia renovável exigirá US$ 14 trilhões (aproximadamente R$ 56 trilhões) até 2050, incluindo investimentos em armazenamento de energia. As energias renováveis precisariam ser responsáveis por fornecer cerca de 80% da energia consumida globalmente – atualmente, ela é responsável por 37% do fornecimento. A energia solar tem de se tornar a tecnologia renovável que mais cresce na próxima década, com uma taxa de crescimento anual composta de 13%.
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