
O Bolide, da Bugatti, foi selecionado pelo juri da 36ª edição do Festival Automobile International, em Paris, na França, como o carro (hipercarro, mais exatamente, mas quem vai competir?) mais bonito do mundo. O automóvel surgiu como carro-conceito em 2020 e, segundo a montadora, venceu dos outros nomeados com uma margem ampla de diferença.
Todo ano, cada edição do festival automobilístico celebra os nomes e modelos mais relevantes do segmento em categorias que vão de super e hipercarros até grandes prêmios de design feitos por jovens talentos. O evento também seleciona, por jurados e participação pública, o carro mais bonito do mundo — com o título da vez ficando nas mãos da Mercedes-Benz com o New Gla.
No caso do Bolide, o veículo disputou com o Mono 2, da BAC, T-50, da Gordon Murray e AMG One, da Mercedes-Benz.
Achim Ansheidt, diretor de design da Bugatti, elogiou a montagem do vencedor. “O Bugatti Bolide surgiu como uma provocação experimental. O que aconteceria se retirássemos todas as partes de conforto do Chiron, deixando apenas o motor W16, e construirmos um protótipo ao redor deste trem de força, com designs ultraleves que tivessem redução de aero e termodinâmica?”
Com cockpit rebaixado, próximo ao chão e painel de máxima visibilidade, o carro mais bonito do mundo possui jeitão de Fórmula Um, largando os recursos de luxo para focar na performance. O motor quad turbo W16 de 8 L confere ao Bolide uma potência de 1,578 cv e torque de 1,600 Nm.
Segundo um representante da montadora ao India Times, estes números, somados a uma aerodinâmica cuja estrutura monocoque pesa apenas 2,7 toneladas — metade de um Chiron — colocam o protótipo da Porsche para voar baixo em 500 km por hora. Com essa máxima, anotar a placa deve ser difícil, porém não será necessário: a tiragem única de 40 unidades do Bolide está destinada para corrida em pistas privadas.
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