
As fabricantes chinesas de veículos elétricos, que ultrapassaram as rivais estrangeiras nas classificações de vendas em seu país, estão agora chegando à Europa e enfrentando um novo conjunto de desafios.
Estereótipos em relação à manufatura chinesa, custos de importação e um mercado de veículos elétricos menos desenvolvido são apenas algumas das questões que as marcas chinesas, como BYD, Nio e a MG da SAIC, terão que superar para prosperar na Europa.
Não é tão fácil para nossas fabricantes de automóveis se globalizarem. Devemos prestar atenção aos riscos… atualmente, as empresas podem estar sobrecarregadas, entrando em cada região sem um foco claro.
Um sinal de suas ambições é o Congresso Mundial de Veículos de Energia Nova das fabricantes chinesas de VEs, que acontecerá em Munique em setembro deste ano como parte da feira automotiva IAA da Alemanha, sendo a primeira vez que a conferência será realizada no exterior.
A carta na manga delas é o preço. O preço médio de um veículo elétrico na China foi inferior a 32.000 euros (cerca de R$ 172 mil) no primeiro semestre de 2022, em comparação com cerca de 56.000 euros (R$ 302 mil) na Europa, de acordo com pesquisadores da Jato Dynamics.
Mas as marcas chinesas provavelmente terão dificuldades em vender carros na Europa tão baratos quanto em seu próprio país. Logística, impostos de venda, tarifas de importação e o cumprimento das exigências de certificação europeias acrescentam custos, disse Spiros Fotinos, CEO para a Europa da marca chinesa Zeekr, de propriedade da Geely.
Entre para comentar.