
Depois da Volkswagen, da Volvo e da Scania, agora é a vez da Mercedes-Benz anunciar que irá interromper as atividades produtivas das suas fábricas de veículos no Brasil por causa do agravamento da pandemia de Covid-19. A medida afetará as unidades de São Bernardo do Campo (SP) e Juiz de Fora (MG) a partir do próximo dia 26, com retorno previsto para 5 de abril.
A decisão foi tomada em alinhamento com o Sindicato dos Metalúrgicos, e de acordo com a montadora o objetivo é “contribuir com a redução de circulação de pessoas neste momento crítico no país, administrar a dificuldade de abastecimento de peças e componentes na cadeia de suprimentos, além de atender a antecipação de feriados por parte das autoridades municipais”.
Caso as medidas restritivas permaneçam após 5 de abril, serão concedidas férias coletivas para grupos alternados de funcionários, de acordo com o planejamento das fábricas. “Assim, teremos um grupo de produção menor mantendo os protocolos de distanciamento, mas continuaremos a atender os nossos clientes com nossos produtos e serviços”.
Já a rede de concessionários e suas oficinas “permanecerão em funcionamento seguindo todas as medidas preventivas”, de acordo com a empresa, com exceção daquelas localizadas em estados ou cidades em que há orientação do poder público de interrupção das atividades. Funcionários administrativos continuam trabalhando em regime de home office. Ao todo, a companhia emprega cerca de 10 mil profissionais no Brasil.
“Há mais de um ano, desde o início da pandemia da Covid-19 no Brasil, a Mercedes-Benz e toda sua Rede de Concessionários tem se adaptado para atender a todos os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS). O nosso objetivo tem sido garantir um ambiente seguro aos nossos colaboradores, familiares e clientes sem deixar de atender à população por meio de nossos produtos e serviços”, afirma a nota oficial da empresa.
Mais cedo nesta terça-feira (23), a fabricante de caminhões e ônibus Volvo anunciou que pretende reduzir em 70% suas atividades na fábrica localizada em Curitiba. A medida deve atingir em torno de dois mil funcionários envolvidos na produção de caminhões, chassis para ônibus e peças.
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