Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 9 de fevereiro de 2018 · 3 min de leitura ·

Montadora 4.0: como as novas tecnologias estão mudando as fábricas de carros

Montadora 4.0: como as novas tecnologias estão mudando as fábricas de carros

Carros autônomos podem até ser o futuro da indústria automotiva. Mas enquanto eles não chegam, as empresas desse ramo já estão investindo bastante em tecnologia para produzir os carros que a gente dirige hoje em dia da maneira mais rápida, simples e segura possível. E esses investimentos não são só em robôs gigantes e máquinas super complicadas, mas em uma série de detalhes que tornam o trabalho de quem produz os automóveis bem mais ligeiro e seguro. A gente foi visitar uma montadora para conhecer de perto todas essas tecnologias.

A inovação já começa no treinamento. Usando recursos de realidade virtual, os funcionários conseguem conhecer por dentro todos os detalhes do carro que vão montar sem nem precisar chegar perto dele. Um modelo 3D do carro, com todas as peças, ajuda os funcionários a se familiarizar com os processos de montagem, e também permite que a empresa entenda quais são os pontos mais difíceis e arriscado desse processo.

Se em algum momento um operário precisar chegar perto demais de uma máquina perigosa para realizar seu trabalho, ou se ele precisar caminhar longe demais para pegar uma peça, dá para perceber isso nessa simulação. Assim, os gargalos de produtividade podem ser resolvidos antes mesmo de chegar à linha de montagem.

O trabalho na linha de montagem às vezes exige que os funcionários passem muito tempo em posições desconfortáveis, que podem causar dores musculares. Mas já tem tecnologia para amenizar esse problema. Uma série de exoesqueletos podem ser usados pelos trabalhadores para que eles possam trabalhar mais relaxados nessas posições.

Os exoesqueletos dão suporte a determinados conjuntos de músculos. Quem passa o dia inteiro trabalhando com o tronco curvado para frente, por exemplo, pode usar um exoesqueleto que ajuda a sustentar o tronco. Ele alivia a musculatura lombar dos operários, o que evita que eles cheguem em casa com dor nas costas. E para quem passa o dia todo em pé, esse outro exoesqueleto dá uma forcinha. Ele se dobra para trás na altura do joelho, permitindo que os operários trabalhem sentados – mesmo quando estiverem em pé.

A parte de funilaria é tocada por braços mecânicos grandes, que ficam enclausurados enquanto dão forma às partes dos carros. Mas na linha de montagem de motores, robôs e humanos já trabalham lado a lado. Essas máquinas automatizadas são chamadas de “robôs colaborativos”, porque podem interagir com os trabalhadores humanos sem oferecer riscos a eles. Como eles são muito sensíveis, eles páram de funcionar assim que sentem qualquer obstrução. E a colaboração deles traz um ganho considerável de produtividade.

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