
A CATL anunciou recentemente um novo tipo de célula de bateria que não degrada mesmo após mil ciclos de carregamento. A novidade usa uma técnica que estende a vida útil e será usada primeiro por uma fabricante de ônibus, a Yutong.
A empresa garante que as células irão funcionar em plena capacidade por 15 anos (ou 1,6 milhão de quilômetros rodados).
Para a capacidade permanecer intacta após 1.000 ciclos, a CATL adicionou mais lítio à célula, um processo chamado de pré-litiação. Embora existam várias maneiras de adicionar lítio a uma célula de bateria, parece que a CATL está adicionando o componente ao eletrólito.
O lítio adicionado compensa a rápida degradação que ocorre principalmente nos primeiro cem ciclos de carregamento. O processo de degradação vai ficando cada vez mais lento com o passar do tempo.
A vida útil projetada das células LFP com pré-litiação é quase o dobro de uma convencional: mais de 9.400 ciclos antes de atingir 20% de degradação.
Vale mencionar que as baterias automotivas com células LFP (baterias de lítio-ferro-fosfato) perdem cerca de 10% da capacidade máxima após mil ciclos (cada ciclo representa uma recarga completa de 0 a 100%). A degradação sobre para 15% após 3.700 ciclos e 20% após 5.000 ciclos, segundo o Autoevolution.
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