
Para que uma bicicleta se torne um veículo realmente viável para grandes cidades, é preciso que ela se adapte a realidades distintas. Vamos falar de São Paulo, por exemplo.
Eu moro na Zona Norte e trabalhava no Morumbi, na Zona Sul. Pelas vias tradicionais, o percurso tem aproximadamente 25 quilômetros. Levando em consideração que a velocidade média das bikes varia entre 15 a 25 km/h (dependendo da intensidade que você pedala), estamos falando em um trajeto que duraria entre 1 e 2 horas.
Ou seja, são poucos os que se aventurariam em 25 quilômetros para ir e outros 25 para voltar! Além do tempo de deslocamento, teria o tempo de um bom banho, convenhamos. Isso sem contar que São Paulo não oferece uma ciclovia direta entre os dois bairros. A pessoa teria de pedalar no meio das Marginais Tietê e Pinheiros – o que não é muito recomendado. Grupos de ciclistas até usam essas vias, mas em turmas grandes e fora dos horários de pico.
Agora, imagine, por outro lado, usar a bicicleta apenas em alguns trechos. Utilizar o transporte público para grandes distâncias e a bike para as curtas, sejam elas de asfalto, de terra ou de pedra.
Essa é a premissa dos novos modelos G Line, da britânica Brompton Electric, que diz ter as bicicletas elétricas mais versáteis do mundo.
Por se tratar de um lançamento, a Brompton ainda não definiu o preço da nova G Line em todos os mercados. No Reino Unido, porém, já sabemos que o modelo elétrico vai custar 3.499 euros.
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