
A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) aprovou na última quinta-feira (12) o uso de uma nova plataforma, chamada C-V2X, que conecta carros entre si e com sinais de trânsito. Em uma decisão unânime, a comissão votou por uma proposta que transforma algumas ondas de rádio na frequência de 5,9GHz exclusivas para uso do C-V2X.
A proposta da FCC libera faixas para uso do novo sistema, porém, lança uma sombra sobre um rival mais antigo, o DSRC, que nas últimas duas décadas teve direito exclusivo para uso da banda de 5,9GHz.
O objetivo da proposta é o de “alcançar uma abordagem equilibrada que melhore a segurança dos automóveis e promova mais inovações sem fio em benefício do povo americano”, afirma a FCC.
A agência estuda há anos o que fazer com a banda de 5,9GHz, que inclui uma faixa de 75 megahertz de largura. Sua proposta divide essa faixa em três partes. Os 45MHz inferiores seriam para uso não licenciado, o que significa que é gratuito para qualquer pessoa usar para transmissões de rádio. Os 20MHz superiores seriam exclusivos para o C-V2X. Os 10MHz restantes estariam destinados ao DSRC – isso se pessoas que utilizam o serviço conseguirem convencer a FCC de que ele ainda é funcional. Caso contrário, a faixa passa a ser dedicada ao C-V2X.
Algumas montadoras estão descontentes com a proposta do FCC. De acordo com a Associação de Fabricantes de Automóveis Globais e a Aliança de Fabricantes de Automóveis, a ideia “arrisca vidas, retarda a inovação e contraria o que a Comissão ouviu de especialistas de segurança”.
Os grupos ainda afirmam que as montadoras estão prontas para utilizar toda a faixa de 75MHz disponível, e que a FCC deve “proteger as comunicações contra interferências prejudiciais, incluindo tecnologias não licenciadas”.
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