Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 18 de setembro de 2023 · 2 min de leitura ·

O que a Tesla tem a ver com a greve das montadoras nos EUA?

O que a Tesla tem a ver com a greve das montadoras nos EUA?

O Sindicato dos Trabalhadores Automotivos rejeita proposta das montadores e anuncia a continuidade da greve da categoria nos Estados Unidos. A paralisação começou na última sexta-feira (15) e envolve cerca de 12,7 mil funcionários da General Motors (GM), Ford e Stellantis. O grupo pede, entre outras coisas, aumento salarial, melhores benefícios e garantias contra demissões. Enquanto isso, especialistas apontam que a corrida pelo mercado de veículos elétricos, em especial a Tesla, está por trás da situação.

O salário é um dos maiores pontos de discórdia: o sindicato está exigindo um aumento salarial de 40% em quatro anos, mas as montadoras ofereceram cerca de metade disso. Mas não é apenas uma questão salarial.

Os trabalhadores também estão tentando defender empregos à medida em que os motores de combustão interna estão sendo substituídos por baterias. Por terem menos peças, os carros elétricos podem ser produzidos por menos funcionários, o que cria um temor em relação à futuras demissões de empregados.

Além disso, querem os empregados das novas fábricas de carros elétricos instaladas nos EUA sejam cobertos pelos contratos nacionais de trabalho das montadoras. As montadoras, no entanto, dizem que não podem atender esta demanda porque essas fábricas são de propriedade de joint ventures.

A greve acontece no momento em que as três empresas estão tentando desenvolver seus próprios negócios de veículos elétricos. Uma nova fábrica de baterias da GM ,em Ohio, demorou a produzir baterias, atrasando versões elétricas da picape Chevrolet Silverado e outros veículos.

Neste ano, a Ford teve que suspender a produção de sua F-150 Lightning elétrica em fevereiro depois que uma bateria pegou fogo em uma das picapes que estava estacionada perto da fábrica para uma verificação de qualidade. Já a Stellantis só começará a vender veículos totalmente elétricos nos Estados Unidos no ano que vem.

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