
Os veículos elétricos se transformaram numa verdadeira tendência, com designs arrojados e baterias cada vez mais sofisticas. No entanto, esta tecnologia está longe de ser uma novidade. E não, não foi a Tesla a primeira empresa a fabricar modelos de carros elétricos.
O desenvolvimento do primeiro veículo elétrico do mundo levou anos e só foi possível a partir da descoberta de um inventor húngaro chamado Ányos Jedlik. Ele criou o princípio da autoexcitação do dínamo, que substituiu os ímãs permanentes na construção de um dínamo por bobinas.
Jedlik também criou um dos primeiros projetos de motores elétricos, o auto-rotor magnético relâmpago, em 1827. Ele usava corrente contínua e tinha os mesmos componentes básicos que ainda estão em uso hoje: um estator, um rotor e um comutador.
O inventor decidiu colocar sua invenção em uma pequena placa com rodas. Dessa forma, surgia, em 1828, o primeiro veículo elétrico automotor do mundo. O protótipo funciona até hoje e está em exibição na Universidade de Tecnologia e Economia de Budapeste.
Nas décadas seguintes, diversos veículos elétricos de pequena escala foram construídos em vários lugares do mundo. No entanto, acredita-se que o primeiro a criar um veículo (no caso, uma carruagem elétrica) capaz de transportar pessoas foi o inventor escocês Robert Anderson. Isso aconteceu entre 1832 e 1839. O veículo usava baterias não recarregáveis e podia atingir uma velocidade de pouco mais de 3 km/h.
Em 1838, outro escocês, Robert Davidson, construiu uma locomotiva elétrica que atingiu uma velocidade documentada de 6 km/h. Embora funcionasse, o uso destas tecnologias ainda era impraticável porque, para carregar suas baterias, era necessário que os produtos químicos líquidos fossem substituídos todas as vezes, o que era muito caro. As baterias de chumbo-ácido, mais facilmente recarregáveis, só seriam inventadas no final da década de 1850.
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