
O Papa Francisco, falecido na segunda-feira (21) aos 88 anos, ficou conhecido por seu papado reformista e por atitudes simbólicas que refletiam suas crenças. Uma delas foi a adoção de um papamóvel totalmente elétrico, alinhado com sua defesa do meio ambiente.
O modelo utilizado pelo pontífice foi uma versão modificada do Mercedes-Benz G580 com tecnologia EQ, especialmente desenvolvida para ele. O veículo foi entregue ao Vaticano em dezembro de 2024. E visto em público pela última vez no domingo de Páscoa (20), durante procissão com fiéis.
O papamóvel se destacou por ser o primeiro 100% elétrico usado por um papa em eventos oficiais. Sua construção durou cerca de um ano e contou com equipes da Áustria, Alemanha e Itália, com coordenação do projeto em Roma.
A configuração com quatro motores elétricos próximos às rodas foi ajustada para deslocamentos em baixa velocidade. E o consumo de energia varia entre 27,7 e 30,4 kWh por 100 km, com emissão zero de CO₂, conforme divulgado em comunicado da Mercedes.
Apesar de moderno, o papamóvel manteve o estilo tradicional, meio “quadrado” e com pintura branco perolizado.
Antes desse Mercedes elétrico, o Vaticano já tinha um carro movido a eletricidade: um Nissan Leaf, recebido em 2017. No entanto, o novo Classe G é o primeiro papamóvel desenvolvido sob medida, desde o início, com propulsão totalmente elétrica.
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