Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 3 de novembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Para indústria automotiva não ficar sem chips, Brasil pode ter ajuda da China

Para indústria automotiva não ficar sem chips, Brasil pode ter ajuda da China

Empresas brasileiras poderão ter prioridade na exportação de chips pela China para evitar desabastecimento na linha de produção de carros flex no Brasil. O embaixador da China no país, Zhu Quingqiao, garantiu ao vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin que vai abrir canais de diálogo com o setor automotivo brasileiro.

Na última terça-feira (28), Alckmin se reuniu com Anfavea, Sindipeças, Abipeças e representantes dos trabalhadores, que pediram o apoio do governo brasileiro, junto ao governo chinês, para que o Brasil não seja prejudicado pelas disputas internacionais em torno da fabricação de semicondutores, envolvendo China e EUA.

“Trata-se de uma excelente notícia”, comemorou Alckmin. “A cadeia automotiva emprega 1,3 milhão de pessoas e tem impacto direto em outros setores, como siderúrgico, químico, plástico e borracha. Ainda temos de ver como isso se dará na prática, mas hoje demos um passo importante para que a indústria automotiva brasileira continue crescendo e gerando empregos de qualidade”.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores agradeceu a intervenção do vice-presidente Alckmin “antes de o pior cenário se concretizar, que é o de paralisação de fábricas no país”.

“Vamos acompanhar os desdobramentos nos próximos dias e dar suporte às empresas da cadeia de suprimentos para que possam restabelecer as compras dos semicondutores o mais rápido possível e normalizar o envio de peças às fabricantes”, diz a nota enviada ao jornal O Estado de São Paulo.

A questão da possível escassez de chips veio à tona com a intervenção do governo holandês na Nexperia, subsidiária da fabricante de semicondutores chinesa Wingtech, que opera na Holanda e detém 40% do mercado mundial de chips essenciais para carros flex.

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