
Embora investigadores federais digam que eles podem levar até 18 meses para determinar por que o Titan realmente implodiu, já é possível reconhecer alguns pontos fracos no design do submarino, segundo o jornal The New York Times.
Entenda a seguir as três principais fraquezas do projeto do submersível, que implodiu durante uma visita às profundezas do oceano no dia 18 de junho.
O primeiro ponto levantado por engenheiros entrevistados pelo jornal diz respeito ao design da cápsula que transportava os passageiros. Habitualmente, os submersíveis adotam um formato de esfera, porque ele distribui a força da pressão uniformemente ao longo do casco.
No entanto, o Titan incorporou um formato em pílula. Com isso, apesar de o submarino transportar mais passageiro, o projeto é inferior na hora de suportar as forças da compressão enfrentadas no fundo do mar.
Sobre isso, vale saber que a aproximadamente 4 km no oceano profundo – onde está o Titanic – cada polegada quadrada de um submersível experimenta três toneladas de pressão. Ou seja, é uma pressão realmente capaz de deformar materiais.
Ao mudar a geometria do casco de uma esfera para um tubo longo, teria sido necessário adotar um material mais forte e mais grosso para suportar tamanha pressão, explicou Tim Foecke, metalúrgico forense aposentado. Segundo ele, em dois cascos com o mesmo material e a mesma espessura, o maior se curvaria primeiro.
Entre para comentar.