
Um estudo recente do Goldman Sachs revela que os preços das baterias de íons de lítio, essenciais para veículos elétricos, devem cair pela metade nos próximos dois anos. A redução no custo dessas baterias é vista como fundamental para tornar os carros elétricos mais acessíveis e competitivos em comparação aos modelos movidos a combustíveis fósseis.
Atualmente, o preço elevado das baterias é um dos principais desafios para a popularização dos veículos elétricos. A queda significativa de preços prevista pelo estudo pode transformar o cenário da mobilidade elétrica, ajudando tanto consumidores quanto fabricantes de automóveis a superar esse obstáculo.
Apesar de modelos mais acessíveis estarem surgindo no mercado, esses casos ainda são exceções. Atualmente, a maioria dos carros elétricos novos custa significativamente mais do que seus equivalentes a gasolina. Incentivos fiscais, como o crédito de imposto de US$ 7.500 para elétricos nos Estados Unidos, ajudam a equilibrar os custos para os consumidores e montadoras, mas não são soluções de longo prazo.
Ainda assim, os fabricantes de veículos tradicionais continuam enfrentando desafios para lucrar com os carros elétricos, devido ao alto custo das baterias e às baixas quantidades de produção.
O estudo do Goldman Sachs aponta que a inovação tecnológica tem sido um dos principais fatores que impulsionam a queda dos preços das baterias, permitindo que as empresas produzam baterias mais eficientes a um custo menor. Além disso, o preço de matérias-primas essenciais, como lítio e cobalto, também tem diminuído, após anos de alta devido à alta demanda e interrupções nas cadeias de suprimento.
Com o aumento da capacidade de mineração e processamento desses metais, o preço das baterias deve continuar a cair gradualmente até 2030. Os pesquisadores do Goldman projetam que o preço médio global por kWh deve chegar a US$ 64 até o final da década, cerca de um terço do valor registrado em 2019.
Entre para comentar.