
De um lado, os modos Autopilot (“Piloto Automático”) e Self-Driving (“que dirige sozinho”, em tradução livre) são chamarizes em anúncios da Tesla. De outro, a empresa frisa que seus carros não são autônomos. Isso é propaganda enganosa? É sobre esta pergunta que um número crescente de investigações – e processos, diga-se – se debruçam.
Uma reportagem do Washington Post, publicada nesta semana, esmiuçou as investigações sobre os modos de assistência de direção da Tesla e seu uso tanto na rua quanto em anúncios da empresa.
Em paralelo a isso, uma ação civil na Califórnia representa motoristas que dizem ter sido enganados pelas afirmações da Tesla. Agora, esses proprietários de carros e serviços da empresa buscam reembolsos por suas compras.
O que está em questão é se “Full Self-Driving” implica que os carros da Tesla são autônomos. Ou seja, se o termo sugere que motoristas de Teslas não precisam prestar atenção.
Na resposta da Tesla à ação judicial da Califórnia, a empresa afirma que seus recursos de assistência ao motorista tornam os carros “auto-dirigíveis, mas não autônomos”.
A empresa fez a mesma afirmação em seu site, no qual consta que o Autopilot e o “Full Self-Driving” “não tornam o veículo autônomo” e que seus sistemas são “devem ser usados apenas por um motorista totalmente atento”.
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