Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 19 de dezembro de 2017 · 3 min de leitura ·

Retrospectiva 2017 – Carros elétricos, CRISPR e Sonda Cassini-Huygens

Retrospectiva 2017 - Carros elétricos, CRISPR e Sonda Cassini-Huygens

Em 2017, a inovação tecnológica fez bonito em diferentes áreas. O desafio de resumir neste breve artigo as tecnologias que marcaram 2017 é complexo. Assim, busquei tecnologias que pudessem [1.] adicionar valor para nosso planeta; [2.] melhorar a qualidade de nossas vidas e [3.] demonstrar um avanço científico sem precedentes.

Atualmente, 75% das emissões de monóxido de carbono globais tem origem em nossos automóveis. Nas áreas urbanas, algo entre 50% e 90% da poluição do ar é responsabilidade de nossos velhos carros movidos a gasolina ou diesel. Assim, é recompensador vermos as maiores montadoras do planeta lançando carros elétricos ou híbridos. O lançamento do Tesla Model 3 de Elon Musk neste ano foi o máximo, mas o guru hightech não está mais sozinho nesta corrida. Hoje temos o e-Golf hatchback e o e-Up da Volkswagen em produção, a Renault lançou o ZOE hatchback, a Nissan o Leaf hatchback e a Kia já está vendendo seu elétrico Soul EV hatchback. Outra boa notícia é que as montadoras estão comprometidas a colocar no mercado seus carros elétricos com preços acessíveis.

A tecnologia CRISPR, acrônimo para Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeat ou Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas, consiste em pequenas porções do DNA bacteriano compostas por repetições dos blocos construtores de DNA e RNA. Na prática o CRISPR é uma ferramenta simples, porém poderosa, para a edição de genomas. Permite aos pesquisadores alterar facilmente as sequências de DNA e modificar a função genética.

Suas muitas aplicações potenciais incluem a correção de defeitos genéticos, o tratamento e a prevenção da propagação de doenças e a melhoria das culturas. No Reino Unido, pesquisadores da Universidade de Cardiff usaram o CRISPR para criar células T (glóbulos brancos ou leucócitos responsáveis pela defesa do organismo) até mil vezes mais sensíveis às células cancerígenas. Essas células foram editadas para remover seus próprios receptores de células T, deixando apenas aqueles que visavam as células cancerosas. A esperança é que imunoterapias personalizadas como esta possam substituir um dia as terapias convencionais contra o câncer,

pois são mais diretas e sem os terríveis efeitos colaterais da quimioterapia ou radioterapia.

Este foi o ano da sonda Cassini-Huygens. Este projeto envolveu mais de 5.000 pessoas de três agências espaciais: NASA, ESA (European Space Agency) e a ASI (Agenzia Spaziale Italiana). Ele teve início em 1982 (o lançamento ocorreu em 5 de outubro de 1997) com o objetivo de colocar no espaço uma nave capaz de explorar o planeta Saturno e seus satélites, o qual está a cerca de 1 bilhão de quilômetros de nós. No caminho a Cassini-Huygens ainda passou por Vênus, Júpiter e um asteroide, transmitindo para os cientistas milhares de fotos e informações. A tecnologia embarcada nesta nave impressiona: são mais de 12 instrumentos ultrassensíveis.

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