
Uma proposta de fusão entre a Honda e a Nissan, duas das maiores fabricantes de veículos do mundo, foi discutida por meses. O planejamento era que o negócio fosse concluído até 2026, mas ele acabou sendo cancelado nos últimos dias.
O acordo estava avaliado em US$ 50 bilhões (mais de R$ 250 bilhões) e geraria um dos maiores conglomerados automotivos do mundo. No entanto, não está descartada a retomada das conversas pelas empresas.
Uma reportagem do Financial Times, que cita pessoas familiarizadas com o assunto, diz que a Honda está aberta a retomar as discussões sobre a fusão. Mas isso só aconteceria se o CEO da Nissan, Makoto Uchida, aceitasse deixar o cargo.
De acordo com a publicação, Uchida está enfrentando uma pressão crescente para deixar a empresa. Até mesmo o conselho de administração da montadora estaria discutindo informalmente uma mudança de liderança.
A Renault, que supostamente estaria interessada em vender uma parte significativa de suas ações da Nissan, também pode estar fazendo pressão para que isso ocorra. Isso porque a empresa francesa estaria insatisfeita com insucesso da fusão.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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