
Em julho de 2017 o CEO da Tesla, Elon Musk, subiu ao palco durante um encontro da Associação Nacional de Governadores dos EUA em Rhode Island, nos EUA, e descreveu de forma bem humorada o que seria um cenário apocalíptico para sua empresa em um futuro onde carros totalmente autônomos seriam comuns:
“A princípio, se alguém for capaz de digamos, invadir todos os Teslas autônomos, essa pessoa poderia – como uma travessura – dizer “mande todos eles para Rhode Island – em todos os Estados Unidos… e isso seria o fim da Tesla, e haveria um monte de pessoas furiosas em Rhode Island”.
O que o público não sabia é que essa situação quase aconteceu alguns meses antes. Para sorte da Tesla, quem invadiu seus sistemas não tinha intenção maliciosa e ajudou a empresa a corrigir a falha antes que alguém mais pudesse explorá-la.
O hacker foi Jason Hughes, conhecido como WK057 em fóruns de proprietários de veículos da Tesla por ajudar proprietários a hackear seus carros e por reaproveitar peças de Teslas batidos em sistemas domésticos de armazenamento de energia solar ou kits para converter carros comuns em veículos elétricos.
Ele já havia descoberto uma falha nos protocolos de comunicação da Tesla que lhe permitia gerar um mapa com informações atualizadas em tempo real sobre todas as estações da rede Supercharger nos EUA, como quantos carregadores estavam disponíveis em cada uma. E publicou esses dados em um fórum de usuários.
A Tesla não ficou feliz com isso, mas o hacker disse que estava disposto a conversar. 20 minutos depois ele estava em uma conferência com o gerente da rede Supercharger e o gerente de segurança de software da Tesla, Aaron Siegel. Hughes concordou em não mais divulgar os dados e, após reportar a vulnerabilidade para a empresa, recebeu uma recompensa de US$ 5 mil.
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