
Carros modernos têm sistemas automatizados de assistência ao motorista (ADAS, na sigla em inglês). Entre esses, estão o controle de cruzeiro (padrão e adaptativo). Ele pode dar a impressão de ser espécie de “piloto automático”. Mas, na prática, aumenta a possibilidade de acidentes. É o que alerta um estudo recente.
A pesquisa, publicada no periódico Transportation Research Interdisciplinary Perspectives em janeiro de 2025, avaliou dados de várias partes do mundo sobre a eficácia dos ADAS. E os controles de cruzeiro foram os únicos a aumentar chances de acidentes.
Conforme consta no estudo, feito por pesquisadores da Holanda, o controle de cruzeiro padrão aumentou as chances de acidentes em 12%. Já em relação ao controle de cruzeiro adaptativo, a probabilidade de acidentes consolidada apontou crescimento de 1,8%. Mas há discrepância.
O que acontece: ao aumentar o conforto do motorista, esses sistemas ampliam a margem para diminuição de atenção. Na teoria, os sistemas servem para auxiliar a direção. Na prática, motoristas confiam demais neles. Ao abdicarem de parte considerável da direção, eles ficam mais suscetíveis a distrações.
Além disso, a pesquisa faz um alerta importante sobre o controle de cruzeiro adaptativo. Por meio dele, o carro acelera e freia automaticamente, com base nos arredores. Mas o estudo aponta que nem todos os sistemas desse tipo detectam objetos lentos ou parados de maneira adequada.
O perigo: induzir motoristas a terem falsa sensação de segurança. Isso porque eles pensam: “numa situação de emergência, meu carro vai freiar sozinho”. Na prática, não é bem assim, segundo o estudo. Daí o aumento das chances de acidentes.
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