
Atualmente, temos cerca de 1,5 bilhão de veículos rodando no mundo, logo, é difícil imaginar que até 2035 todos os modelos a combustão vão sair de cena ou serão simplesmente trocados por carros elétricos. Uma solução mais simples ignorada pelas grandes montadoras é melhorar a queima de combustível nos motores a combustão, o que pode ser feito adicionando uma “pitada” de hidrogênio à equação.
Diferente dos automóveis movidos a hidrogênio, esse processo funciona até em modelos antigos e não depende de postos de abastecimento modernos para funcionar, basta trocar alguns componentes eletrônicos e pronto. Dá até para aproveitar o mesmo motor.
Assim como a gasolina ou diesel, o hidrogênio é um gás combustível — com a vantagem de armazenar três vezes mais energia que a gasolina. O grande obstáculo é a sua produção. É aí que entra a eletrólise, uma técnica que só precisa de eletricidade, água e sal para gerar hidrogênio e oxigênio.
No fim, o H₂ (que se forma através da ligação covalente entre dois átomos de hidrogênio) é combinado com o combustível fóssil na entrada de ar do carro, resultando em um processo de queima muito mais limpo.
O Autoevolution testou um Range Rover turbo-diesel antigo equipado com um sistema relativamente simples capaz de fazer tudo isso. Segundo a publicação, a solução era bastante eficiente, melhorou o torque e acabou com a fumaça escura gerada no escape do veículo.
Isso acontece porque o hidrogênio queima dez vezes mais rápido que o diesel e inflama partículas de combustível fóssil não queimadas, resultando em emissões muito mais baixas.
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