Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 10 de janeiro de 2023 · 2 min de leitura ·

Solução esquecida pelas montadoras pode reduzir drasticamente as emissões de poluentes dos veículos

Solução esquecida pelas montadoras pode reduzir drasticamente as emissões de poluentes dos veículos

Atualmente, temos cerca de 1,5 bilhão de veículos rodando no mundo, logo, é difícil imaginar que até 2035 todos os modelos a combustão vão sair de cena ou serão simplesmente trocados por carros elétricos. Uma solução mais simples ignorada pelas grandes montadoras é melhorar a queima de combustível nos motores a combustão, o que pode ser feito adicionando uma “pitada” de hidrogênio à equação.

Diferente dos automóveis movidos a hidrogênio, esse processo funciona até em modelos antigos e não depende de postos de abastecimento modernos para funcionar, basta trocar alguns componentes eletrônicos e pronto. Dá até para aproveitar o mesmo motor.

Assim como a gasolina ou diesel, o hidrogênio é um gás combustível — com a vantagem de armazenar três vezes mais energia que a gasolina. O grande obstáculo é a sua produção. É aí que entra a eletrólise, uma técnica que só precisa de eletricidade, água e sal para gerar hidrogênio e oxigênio. 

No fim, o H₂ (que se forma através da ligação covalente entre dois átomos de hidrogênio) é combinado com o combustível fóssil na entrada de ar do carro, resultando em um processo de queima muito mais limpo.

O Autoevolution testou um Range Rover turbo-diesel antigo equipado com um sistema relativamente simples capaz de fazer tudo isso. Segundo a publicação, a solução era bastante eficiente, melhorou o torque e acabou com a fumaça escura gerada no escape do veículo.

Isso acontece porque o hidrogênio queima dez vezes mais rápido que o diesel e inflama partículas de combustível fóssil não queimadas, resultando em emissões muito mais baixas.

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