Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 23 de agosto de 2021 · 2 min de leitura ·

Startup sueca organiza viagem com dirigível ao Polo Norte

Startup sueca organiza viagem com dirigível ao Polo Norte

Quem leu na infância “Cinco Semanas em um Balão”, de Júlio Verne, certamente reteve na imaginação um desejo de sobrevoar o mundo em um dirigível, aventurando-se por territórios desconhecidos e obscuros. Dirigíveis saíram dos holofotes no início do século 20, mas uma startup sueca está disposta a ressuscitar o plano do escritor francês — e de forma mais arrojada. A OceanSky Cruises planeja, a bordo de um dirigível, organizar viagens de luxo até o Polo Norte.

As reservas inclusive estão abertas, mas o preço da cabine para duas pessoas é salgado: US$ 232.845, o equivalente a R$ 1,3 milhão em conversão direta. A primeira expedição está prevista para 2023 ou 2024.

“Esperamos fazer a diferença na maneira como as pessoas viajam no futuro e vemos um grande potencial nos aeróstatos [aeronaves mais leves que o ar como balões e dirigíveis] como uma opção acessível para viagens confortáveis, elegantes e limpas para passageiros conscientes”, diz o piloto comercial Carl-Oscar Lawaczeck, CEO da OceanSky.

Embora a empresa não tenha divulgado seu veículo oficial, o Airlander, dirigível fabricado pela Hybrid Air Vehicles (HAV), é (por enquanto) o único candidato para a missão. Uma década atrás, a HAV desenvolveu um conceito de dirigível de grande escala como parte de um programa de pesquisa militar para os EUA. Após a aeronave ser descartada pelo governo americano, a empresa britânica começou a trabalhar em um plano para reaproveitá-lo. Disso, nasceu o Airlander.

“Dirigíveis podem transportar cargas comparáveis às de alguns aviões comerciais, mas usam apenas uma pequena fração de energia para transportá-los na mesma distância”, explica Lawaczeck, que trabalhou para companhias aéreas como a SAS.

Um ponto negativo é que os dirigíveis são bem mais lentos que aviões comerciais, mas na opinião do empresário sueco, isso pode ser uma vantagem. Isso porque a ideia da viagem com ares de cruzeiro transatlântico é justamente oferecer a possibilidade de vislumbrar a fauna ártica do Polo Norte do alto do dirigível.

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