
O tempo está se esgotando para as equipes que procuram o submarino que desapareceu no Atlântico Norte numa expedição de cinco pessoas para explorar os restos do Titanic. E o oxigênio para quem está na embarcação também.
Os quatro turistas e o piloto, Stockton Rush, CEO da OceanGate – empresa que opera a embarcação em águas profundas – têm até 41 horas de oxigênio de emergência, informou a Guarda Costeira nesta terça-feira (20). A estimativa é que ele se esgote na manhã nesta quinta-feira (22).
“Os esforços de busca não produziram resultado”, disse o capitão Jamie Frederick, coordenador de resposta da Guarda Costeira na busca pelo submarino chamado Titan.
Ele acrescentou que as equipes dos EUA e do Canadá estão trabalhando 24 horas por dia para apoiar esse complexo esforço de busca, reunindo uma frota de navios e aeronaves para vasculhar uma área de busca em que caberia o Distrito Federal duas vezes.
O mar agitado e a neblina têm complicado as buscas até agora, disse o suboficial Robert Simpson, porta-voz do Primeiro Distrito da Guarda Costeira, que está liderando os trabalhos. Outro fator que dificulta é a distância até a própria área de busca, que fica a cerca de 1,4 mil quilômetros a leste de Boston (aproximadamente a distância entre São Paulo e Vitória da Conquista, na Bahia).
Simpson e outros oficiais de defesa se recusaram a dizer quando os trabalhos de busca e resgate passarão para uma operação de recuperação e se os militares continuarão procurando a embarcação além do ponto em que determinarem que o oxigênio acabou.
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