
O sumiço de um submarino autônomo durante um trabalho de exploração na Antártida Ocidental intriga os pesquisadores. Batizado de Ran, o veículo de seis metros, que não levava tripulantes, foi criado para investigar áreas inexploradas sob o gelo na região da plataforma Dotson.
A ideia da expedição era coletar dados sobre o derretimento de geleiras na região e mapear a topografia sob o gelo. A equipe responsável por ela queria entender as diferenças na espessura e na taxa de derretimento entre a parte oriental e ocidental da plataforma Dotson.
De acordo com os dados obtidos, essas diferenças podem ser resultado da ação das águas profundas circumpolares, uma mistura de líquidos do Pacífico e do Oceano Índico que afeta de maneira distinta a base de gelo.
Equipado com tecnologia avançada de sonar, o submarino descobriu estruturas com características incomuns que até então eram desconhecidas da ciência. Essas formações apresentam forma de lágrima e padrões de erosão complexos, algo diferente do que se conhece dos modelos de derretimento de gelo.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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