
A Guarda Costeira dos Estados Unidos deu início a uma série de audiências públicas que fazem parte das investigações sobre a implosão do Titan. Uma das pessoas ouvidas foi uma ex-funcionária da OceanGate, empresa responsável pelo submarino. Antonella Wilby disse que o veículo dependia de um sistema de navegação incrivelmente complicado, mas que os dados precisavam ser transcritos à mão e depois no Excel.
Segundo a ex-funcionária da empresa, o sistema de posicionamento acústico gerava dados sobre a velocidade, profundidade e posição do submarino. Essas informações são normalmente carregadas automaticamente no software de mapeamento para acompanhar a posição do veículo.
No entanto, no caso do Titan estas informações precisavam ser transcritas em um caderno à mão e depois inseridas no Excel antes de carregar a planilha no software de mapeamento para rastrear a posição dele.
Wilby disse que recomendou que a empresa usasse um software padrão para processar os dados. A resposta, entretanto, foi que a OceanGate queria desenvolver um sistema interno, mas não tinha tempo suficiente para isso. As informações são da The Verge.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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