
A Tesla está pedindo ao governo dos EUA para que abra mão das tarifas sobre o grafite proveniente da China, alegando que não é possível obter o material em outro lugar. A empresa de Elon Musk tem no grafite um componente-chave para as baterias de íon-lítio usadas em seus veículos elétricos.
Em três processos separados com o escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), a Tesla pediu ao governo americano que continuasse a renunciar às tarifas sobre: grafite artificial (em pó ou em flocos), grafite artificial em pó e grafite natural em pó.
Em seus pedidos, a Tesla apresentou informações de que o grafite artificial não está disponível nas especificações – nem na capacidade – fora de seus fornecedores atuais na China. Junto à montadora, há centenas de participantes da indústria automobilística que pedem ao USTR uma extensão da isenção de tarifas sobre peças e materiais chineses usados na fabricação ou reparo de carros.
Os problemas da cadeia de suprimentos estão contribuindo para o aumento dos preços de veículos novos e usados nos EUA. As tarifas cobradas durante a guerra comercial do governo Trump com a China estão agravando essa situação. Especialmente porque as exclusões temporárias de algumas dessas tarifas foram autorizadas a expirar no final de 2020 ou no início deste ano.
A gigante coreana SK Innovation faz parte do coro solicitando uma extensão da isenção de tarifas do governo americano sobre o grafite. Ela deverá fornecer células para veículos como o Ford F-150 Lightning.
A empresa afirma que “uma exclusão renovada [das tarifas] permitirá que a SK fabrique componentes de veículos elétricos inovadores de qualidade a preços competitivos para OEMs [fabricantes de equipamento original] americanos”. A SK Innovation também inclui em suas afirmações que, dessa forma, empregos de tempo integral “que sustentam as famílias americanas” serão gerados.
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