
O dia 1º de janeiro será de mudanças no mercado de carros elétricos no Brasil. Isso porque entra em vigor a alíquota de impostos que irá taxar os veículos eletrificados, sejam eles híbridos ou totalmente elétricos, gradualmente, até 35%.
A cobrança faz parte de uma medida protecionista da indústria nacional, aprovada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), e gerou um racha entre as marcas que defendem a volta do imposto e as que não concordam com a cobrança.
Na resolução publicada em novembro, cotas foram definidas para a importação durante o período de isenção para suavizar o impacto da retomada das alíquotas. As montadoras têm até julho de 2026 para importar com isenção até certos valores.
A Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) defendeu a adoção das alíquotas de importação como forma de proteger a indústria nacional. Por outro lado, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) considerou a medida abrupta e, de certa forma, inconsequente.
Com isso, as marcas que importam seus veículos elétricos, a partir do primeiro dia de 2024, passarão a pagar inicialmente 10% para veículos com propulsão totalmente elétrica e 12% para veículos híbridos autocarregáveis e para os híbridos plug-in, que podem ser recarregados nas tomadas. E isso irá impactar nos preços ao consumidor.
Embora as marcas já estejam se movimentando para minimizar esse aumento e manter o número de vendas, o mês de dezembro já começou com promoções também para impulsionar as vendas.
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