
Um relatório da NeoCharge aponta que a frota de veículos elétricos e híbridos no Brasil triplicou entre 2020 e 2023. Apesar do avanço, se comparado com outros países, o resultado mostra que ainda estamos caminhando lentamente.
Em entrevista ao Jornal da USP, Adriana Marotti, da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA), faz uma análise dos resultados e explica em que estágio está o Brasil nesse sentido.
Marotti explica que a tendência é que a infraestrutura necessária para o carregamento de uma grande frota elétrica venha de um investimento privado:
Não há uma política pública para os eletropostos. Mas, com o aumento do número de VE, há um crescente investimento de empresas privadas na construção de postos de recarga públicos e semipúblicos, dentro de shoppings, supermercados e outros prédios comerciais.
O aumento de investidores e o modelo de carregamento rápido estão tornando o negócio viável. A marca Shell, por exemplo, já está incluindo eletropostos em sua rede.
Para que a eletrificação da frota brasileira se estabeleça, algumas mudanças legislativas precisam acontecer. Segundo Marotti, já existem algumas normas em discussão no âmbito municipal, estadual e nacional.
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