
A Volkswagen anunciou um amplo plano de reestruturação para reduzir custos e recuperar competitividade diante do avanço das montadoras chinesas e da transição global para os veículos elétricos.
Entre as principais medidas, a fabricante alemã pretende cortar pela metade o número de modelos disponíveis e reduzir sua produção anual para cerca de nove milhões de veículos em todo o mundo.
Embora a empresa não tenha confirmado oficialmente o impacto das mudanças sobre sua força de trabalho, reportagens publicadas nos últimos dias (inclusive pelo Olhar Digital) afirmam que a montadora estuda demitir cerca de 100 mil funcionários até o fim da década e fechar quatro fábricas na Alemanha.
O plano foi apresentado após uma reunião do conselho de supervisão da empresa e é visto como um reconhecimento de que a Volkswagen se tornou grande e complexa demais para enfrentar o novo cenário da indústria automotiva, marcado pela rápida expansão dos veículos elétricos e pelo fortalecimento das fabricantes chinesas.
Ao mencionar a necessidade de “eliminar o excesso de capacidade”, o executivo sinalizou que o fechamento de fábricas continua sendo uma possibilidade, embora não tenha detalhado quais unidades poderiam ser afetadas.
Apesar do anúncio da redução na produção e do enxugamento do portfólio de veículos, a Volkswagen não esclareceu quantos modelos deixarão de ser produzidos nem quantos funcionários poderão perder seus empregos.
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