
Humanos podem não voltar da morte, mas carros, em última instância, talvez tenham uma chance. É o caso de um Chevrolet Bel-Air 1961, que, após 48 anos abandonado em um campo de carros usados, foi “ressuscitado” pelo mecânico e youtuber Thomas Mortske, idealizador e apresentador do ótimo canal Mortske Repair.
Como o leitor deve imaginar, o sedã foi encontrado em condições lastimáveis e reviver o motor 6-cilindros do Bel-Air, um velho 235 (falaremos dele mais abaixo), se tratava de uma tarefa hercúlea. Blocos de motor, no geral, tendem a empenar quando ficam parados por muito tempo e, dependendo do estado, trazê-lo de volta vira quase questão de sorte.
No caso do Chevrolet Bel-Air, algumas partes do motor estavam severamente avariadas, em especial a bomba de combustível e a mangueira do radiador. Já por dentro, a cabine inteira estava completamente em destroços, com a manivela de marcha e o pedal de embreagem frouxos e os assentos já sem revestimento.
De qualquer forma, Mortske, que, afinal, já reformou um Dodge D100 1968 e uma picape dos anos 1930, assumiu a bronca. O vídeo detalha o procedimento inteiro e vale a pena assistir, se você estiver com tempo —a duração é de quase 120 minutos.
Após substituição de algumas peças e várias tentativas de arranque, o seis-cilindros finalmente voltou à vida, tendo força suficiente para empurrar o velho Bel-Air para dar uma volta no quarteirão. Pena que, com boa parte do espaço interno destruído, o sedã de quatro portas infelizmente se mostraria uma pálida sombra do que já era antes. Isso porque ele foi considerado, em sua época, um dos carros mais elegantes da Guerra Fria.
Introduzido em 1950 como o modelo hardtop de duas portas da Chevrolet, o Bel Air tornou-se um carro de luxo entre 1955 e 1957, quando chegou a ser considerado um ícone do design automotivo. A partir de 1958, o sedã foi integrado à linha de montagem do Impala, sendo produzido até o meio dos anos 1970. Da terceira geração pós-integração (ou 5ª geração no todo), saiu o modelo reformado por Mortske.
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