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Games · · 3 min de leitura ·

7 jogos que abordam saúde mental de maneiras diferentes

7 jogos que abordam saúde mental de maneiras diferentes




Videogames podem falar sobre saúde mental sem necessariamente transformar o assunto em uma explicação clínica. Em alguns casos, sentimentos como ansiedade, culpa, solidão e luto aparecem na narrativa; em outros, são incorporados às próprias mecânicas, fazendo o jogador experimentar parte dos conflitos enfrentados pelos personagens.

De Life is Strange a Hellblade: Senua’s Sacrifice, selecionamos sete jogos que abordam o tema de formas bastante diferentes. Vale destacar que eles são obras de ficção, não representações médicas ou ferramentas de diagnóstico, e alguns incluem temas sensíveis, como suicídio, automutilação, abuso e violência.

Life is Strange coloca saúde mental dentro das relações entre seus personagens. A história de Max Caulfield e Chloe Price passa por temas como luto, depressão, isolamento, bullying, abuso e suicídio, mostrando principalmente como problemas emocionais podem permanecer escondidos mesmo entre pessoas que convivem diariamente. Um dos momentos mais marcantes envolve Kate Marsh, vítima de bullying e assédio virtual, cuja situação obriga Max — e o jogador — a perceber sinais que poderiam ter passado despercebidos. Mais do que oferecer respostas simples, o jogo trabalha bastante a importância de ouvir e prestar atenção nas pessoas ao redor.

Subir uma montanha em Celeste funciona tanto como objetivo literal quanto como metáfora para a batalha interna de Madeline. A protagonista enfrenta ansiedade, ataques de pânico, insegurança e baixa autoestima, sentimentos personificados por uma versão sombria de si mesma conhecida como Badeline. Um dos pontos mais interessantes é justamente a maneira como a relação entre as duas evolui: Madeline inicialmente tenta combater e eliminar aquela parte de si, até perceber que não pode simplesmente expulsar seus sentimentos negativos. O desafio passa a ser compreendê-los e aprender a seguir em frente junto deles.

Sem precisar de longos diálogos, Gris constrói sua experiência em torno da dor e do processo de luto. O mundo inicialmente vazio e quase sem cores vai se transformando conforme a protagonista avança, recuperando gradualmente cores e habilidades. A interpretação da jornada fica propositalmente aberta, mas suas diferentes etapas são frequentemente associadas às emoções experimentadas durante uma perda. Em vez de explicar ao jogador exatamente o que a personagem sente, Gris utiliza cores, música, cenários e movimento para comunicar emoções, transformando o estado psicológico da protagonista no próprio mundo que exploramos.

Em Night in the Woods, saúde mental aparece ligada também àquela sensação desconfortável de não saber o que fazer da própria vida. Mae Borowski abandona a faculdade e retorna para sua cidade natal, onde encontra antigos amigos seguindo caminhos diferentes enquanto tenta entender os próprios problemas. Depressão, ansiedade, dissociação e dificuldades emocionais aparecem em meio a conversas cotidianas sobre emprego, família, amizade e futuro. O jogo também mostra que esses…

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