
Você já se deu conta da imensa diversidade existente no universo? Galáxias das mais variadas idades e formas, estrelas recém-nascidas, outras idosas e até mortas, inúmeros asteroides e cometas, buracos negros… Isso sem falar nos planetas, que só ao redor do nosso Sol, são oito (ou, talvez, nove), além daqueles que orbitam outras estrelas – os chamados exoplanetas.
Temos planetas com uma lua, como é o caso da Terra, outros com muitas delas, como Júpiter (com 79) e Saturno (com 82). Também existem aqueles envoltos por anéis – sendo Saturno o mais famoso deles, mas a característica também é existente em Júpiter, Netuno e Urano, embora as estruturas sejam tão tênues que se tornam quase invisíveis.
Agora, você sabia que também existem anéis sem planetas? Isso mesmo: anéis avulsos orbitando estrelas, sem nenhum planeta em seu interior. Esse fenômeno, vulgarmente conhecido pela astronomia como o “mistério dos planetas perdidos”, pode, finalmente, ter sido desvendado.
De acordo com o site Phys, estrelas jovens são circundadas por diversos discos protoplanetários (feitos de materiais cósmicos que podem originar planetas). Um dos radiotelescópios mais poderosos do mundo, o Atacama Large Millimeter / submillimeter Array, conhecido pela sigla ALMA, observou uma variedade de padrões de anéis e lacunas mais densos e menos densos nesses discos protoplanetários.
Diversos estudos relacionam os efeitos gravitacionais de planetas se formando nos discos como justificativas para explicar essas estruturas. No entanto, nenhuma dessas abordagens obteve sucesso ao tentar localizar os tais planetas perto dos anéis.
Novas simulações de supercomputadores mostram que, depois de criar um anel, um planeta pode se mover e deixar essa estrutura de gás e poeira para trás. Isso faz parte de uma pesquisa publicada na última sexta-feira (12) no The Astrophysical Journal.
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