
A sonda de exploração Parker, lançada pela NASA em direção ao Sol, fez a sua décima passagem pela estrela, quebrando seus próprios recordes de velocidade e distância no processo.
Segundo porta-vozes da agência espacial norte-americana, a Parker atingiu a marca de 163 quilômetros por segundo (km/s) – o que, em rápida conversão, equivale a aproximadamente 586 mil quilômetros por hora (km/h). Ao mesmo tempo, a sonda chegou mais perto do Sol do que qualquer outra passagem: 8,5 milhões de km de distância – na região conhecida como “fotosfera”.
It’s #SunDay! ☀️ And #ParkerSolarProbe is making the most of it. 😉 Today Parker is breaking its own records, completing its closest and fastest pass of the Sun yet.More: https://t.co/eGdheuvXFT pic.twitter.com/wiVJ9BxWAJ
A missão Parker busca entender como o Sol é capaz de criar os efeitos espaciais climáticos que nos afetam em várias áreas, desde a segurança de astronautas durante caminhadas espaciais até o funcionamento de satélites e as ocorrências de luzes da aurora. Em agosto, a sonda Parker passou a uma distância de 10,4 milhões de km da superfície solar, a uma velocidade máxima de 532 mil km/h.
O feito gerou satisfação na NASA, haja vista que uma aproximação tão extrema do Sol causa aumentos nocivos de temperatura. Antecipando esse cenário, os engenheiros da sonda criaram um escudo térmico exclusivo que apelidaram de “frisbee gigante”: basicamente, a proteção envolve o uso de tinta reflexiva, um núcleo revestido de espuma de carbono e painéis exteriores feitos de um composto duplo de carbono. A única surpresa – e, felizmente, uma a qual a sonda está resistindo bem – é a quantidade inesperada de poeira estelar ao redor do Sol.
“Nós desenhamos os materiais e componentes que sobrevivem ao impacto de poeira em hipervelocidade e os efeitos de partículas ainda menores criadas por esses choques”, disse Jim Kinnison, engenheiro de sistemas da missão Parker na Universidade Johns Hopkins, por meio de comunicado.
Entre para comentar.