Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de dezembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Nova espécie de tigre-dentes-de-sabre é descoberta graças a peça que já estava em museu

Nova espécie de tigre-dentes-de-sabre é descoberta graças a peça que já estava em museu

Um estudante de graduação pela Universidade do Oregon, nos EUA, descobriu uma nova espécie de tigre-dentes-de-sabre – classificada como Eusmilus adelos – graças a um fóssil que já estava em exibição há décadas no Museu Smithsonian de História Natural.

O fóssil vinha sendo exibido há décadas pela instituição, mas finalmente foi recolhido de seu display em 2017. Foi aí que Paul Barrett, o universitário em questão, conseguiu acessá-lo para uma análise mais aprofundada.

Segundo o registro, o animal tinha dentes longos e afiados – como se espera de um ser desse tipo -, mas neste caso, os dentes eram consideravelmente maiores que a média, considerando que o fóssil data de 33 milhões de anos atrás. A cabeça também é mais proeminente, confirmando tratar-se de uma nova espécie de tigre-dentes-de-sabre.

“Pela época em que viveu, esse animal era consideravelmente maior que a média”, disse Barrett, comparando sua descoberta ao tamanho de um leão moderno.

Segundo o paper escrito pelo estudante, o Eusmilus adelos é parte dos nimravídeos, também conhecidos como “falsos dentes-de-sabre”. Basicamente, os nimravídeos são uma vertente evolucionária paralela aos smilodons – estes são os dentes de sabre mais famosos. A grosso modo: não são felinos nem o mesmo tipo de animal, mas são relacionados. Os Nimravídeos, contudo, eram comumente menores – mais ou menos do tamanho de um lince ou de um puma.

“Historicamente, nossa ideia sobre os nimravídeos é a de que eles evoluíram para terem dentes mais evidentes até a sua extinção, dando espaço para os smilodons virem em seguida”, disse Barrett.

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