
Quando se formam, as estrelas queimam hidrogênio, um processo onde fundem átomos do elemento para que eles formem um novo, o hélio. Elas fazem isso durante boa parte da sua vida, até que começam a queimar outros elementos e finalmente explodem e morrem. Uma estrela observada há muito tempo está passando por esse processo e pode explodir em breve.
A estrela próxima Betelgeuse, localizada na constelação de Orion, tem pulsado estranhamente, e um grupo de cientistas em um artigo, ainda em pré-impressão, parecem ter descoberto o motivo do brilho anormal.
As análises revelaram que a estrela pode estar queimando carbono, mas já está no final dessa fase, podendo em breve passar para seu estágio super quente e explodir em algumas décadas.
A Betelgeuse é uma supergigante vermelha e é certo que um dia ela explodirá em uma supernova, criando uma luz semelhante ao brilho de uma Lua cheia. Pensava-se que isso aconteceria daqui a 100 mil anos, ou até mesmo 1 milhão. No entanto, a conclusão desse novo estudo é bem diferente.
As estrelas, após ficarem sem hidrogênio, começam a fundir o hélio em carbono, depois disso, esse novo produto é transformado em néon, sódio e magnésio, o estágio da queima de carbono. Após sucessivas fusões desses elementos, vem o ferro, e em pouco tempo a estrela morre.
Para estimar quanto tempo resta para a Betelgeuse, os pesquisadores precisam saber em qual estágio ela está, e as apostas é que ela está começando a terminar a queima de carbono.
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