
Recentemente, conforme noticiado pelo Olhar Digital, a sonda Parker, lançada pela Nasa para exploração do Sol, fez a sua décima passagem pela estrela, quebrando seus próprios recordes de velocidade e distância no processo. Na ocasião, a espaçonave alcançou a marca de 163 quilômetros por segundo (km/s) – o equivalente a aproximadamente 586 mil quilômetros por hora (km/h).
Uma enorme desvantagem em voar tão rápido assim está nos riscos que o objeto enfrenta de ser atingido por alguma coisa – qualquer coisa – no caminho. Mesmo minúsculos grãos de poeira cósmica, que têm uma fração da espessura de um fio de cabelo, podem causar danos.
Preocupados com a questão, cientistas da Universidade do Colorado em Boulder (UCB) realizaram um estudo para descobrir a gravidade desses danos e de que maneira eles podem acontecer.
Como se deve imaginar, o ambiente pelo qual a sonda Parker está viajando não é nada tranquilo. A espaçonave precisa da ajuda de um escudo térmico gigante para se proteger das altas temperaturas alcançadas pela constante aproximação do Sol.
De acordo com a pesquisa, no entanto, esse escudo de calor nem sempre está voltado para a direção na qual nave está viajando, portanto, ele não pode proteger continuamente o corpo interno sensível de quaisquer impactos de poeira, alguns dos quais podem acontecer a surpreendentes 10.800 km/h.
Então, o que acontece quando um grão de poeira atinge a espaçonave? Normalmente, primeiro, os grãos vaporizam e depois ionizam, o que separa os íons e elétrons que compõem seus átomos, resultando em um plasma. Esse plasma cria uma pequena explosão que dura apenas um milésimo de segundo.
Entre para comentar.