Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de dezembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Os autores deste estudo querem que Plutão volte a ser um planeta; saiba o motivo

Os autores deste estudo querem que Plutão volte a ser um planeta; saiba o motivo

Um novo estudo afirma que a decisão que tirou Plutão do “cargo” de nono planeta do nosso sistema solar é “baseada em folclore, incluindo astrologia” e que, por isso, deve ser revogada.

Os pesquisadores da Universidade da Flórida (Central) argumentam, em um paper publicado no jornal Icarus, que as definições que fazem de um planeta um planeta estão concentradas em fatores errados, e que os motivos para isso não se justificam do ponto de vista científico.

Basicamente, o principal parâmetro que levou a União Internacional da Astronomia (IAU) a remover Plutão da lista de planetas é o fato de ele não ser capaz de conduzir a sua própria órbita, ou seja, ele depende de outros corpos celestes para influenciar seu trajeto – neste caso, Netuno, de um lado; e diversos objetos congelados do Cinturão de Kuiper, do outro.

A IAU rege que um planeta deve ser capaz de conduzir sua órbita sozinho, sem a influência gravitacional de outros corpos. Como não é o caso com Plutão, o antigo “nono planeta” deixou de ser planeta.

Segundo o autor primário do estudo, Phillip Metzger, porém, esse é um foco equivocado, e a IAU deveria mudar esse paradigma para um outro detalhe que, diz ele, é bem mais importante: se o corpo celeste em questão é ou já foi geologicamente ativo. E Plutão atende a esse requerimento.

Metzger baseia seu argumento no fato de que novas tecnologias estão descobrindo cada vez mais planetas dentro e fora de nossa galáxia, então um sistema de classificação mais robusto eventualmente se fará necessário: “há uma explosão no número de exoplanetas que descobrimos na última década, e isso só vai aumentar quando botarmos telescópios melhores no espaço. Então temos um motivo para criar uma taxonomia melhor, e temos que consertar esse problema antes de chegarmos mais longe com esses exoplanetas. Nós queremos uma ciência excelente pois esse grande influxo de dados é muito mais importante para definirmos corretamente as nossas descobertas”.

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