Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 20 de dezembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Filha de Alan Shepard fala da experiência no espaço com a Blue Origin

Filha de Alan Shepard fala da experiência no espaço com a Blue Origin

No último dia 11, a Blue Origin realizou seu terceiro lançamento tripulado da nave New Shepard, desta vez com lotação máxima, ou seja, contando com seis passageiros. A convite de Jeff Bezos, Laura Shepard Churchley, filha do primeiro norte-americano a viajar ao espaço, fez parte da tripulação a bordo do veículo que leva o nome de seu pai.

Segundo a Blue Origin, o voo de 10 minutos estabeleceu Laura como a 605ª pessoa no mundo (e 372ª nos EUA) a voar acima da Terra.

Laura concedeu uma entrevista ao site collectSPACE na quinta-feira (16), cinco dias depois do lançamento da missão NS-19, como foi batizado o voo do qual ela fez parte. Ela disse ter gostado muito de ser “a primeira verdadeira Shepard” a bordo do New Shepard. 

Questionada pela publicação sobre como aconteceu o convite para viajar ao espaço com a Blue Origin, Laura revelou que tudo começou a partir de um comentário feito por ela mesma em uma festa de aniversário. “Existe uma organização chamada Back To Space, que, em junho deste ano, fez uma celebração pelo 50º aniversário da Apollo 14, a missão de quando o papai pousou na Lua. Foi durante aquela comemoração, que fiz o comentário: ‘Não seria bom se um Shepard de verdade voasse no Novo Shepard?’ e, aparentemente, alguém conhecia Bezos ou tinha alguma ligação com ele”

Ela conta que, três meses depois desse episódio, recebeu um telefonema da Blue Origin. “Eles perguntaram se eu queria estar no próximo lançamento. E eu disse sim”.

Um tempo depois disso, Laura conta que começaram os treinamentos. “Tivemos dois dias e meio de quase oito horas de instruções e foi extremamente informativo. Além disso, temos que entrar no simulador pelo menos 20 vezes e fazer o voo de 10 minutos”, explicou Laura. “Então, quando prendi meu cinto de segurança na manhã de nosso lançamento, eu não podia acreditar que sabia o que iria acontecer antes de acontecer. Foi como fazer outra corrida no simulador. O treinamento foi intenso, mas com certeza valeu a pena”.

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