
Depois de quase três meses, a erupção mais longa da história do vulcão Cumbre Vieja chegou ao fim. O anúncio foi feito pelas autoridades locais no último dia 25, como uma espécie de presente de Natal para os moradores de La Palma, nas Ilhas Canárias, arquipélago espanhol a noroeste da África.
Pesquisadores divulgaram fotos do que encontraram ao chegarem à cratera já adormecida, registros fascinantes e curiosos de 85 dias de atividade – já que, oficialmente, eles consideram o dia 13 de dezembro como a data final da erupção -, a mais longa da história do vulcão.
Algumas áreas dentro da cratera apresentam pequenas manchas vermelhas, como se fossem o “sangue das artérias do vulcão”, como se referem os cientistas do Instituto Vulcanológico das Ilhas Canárias (Involcan) às gotas de enxofre líquido.
Segundo os especialistas, esse fenômeno ocorre somente quando a temperatura está acima de (impressionantes) 190ºC. Nas imagens divulgadas pelo órgão, pode-se observar a característica cor amarela do enxofre no estado sólido.
Além disso, também foram encontrados cristais vulcânicos de enxofre, que se formam quando diferentes gases, como o dióxido de enxofre (SO2) e o sulfeto de hidrogênio (H2S), reagem entre si, depositando cristais de enxofre nativo puro em locais de emissão de gases conhecidos como fumarolas.
Durante sua atividade, o vulcão Cumbre Vieja expeliu rios de lava que engoliram parcialmente La Palma, causando a destruição de casas, edifícios, escolas, igrejas e plantações.
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