
Em operação há 26 anos, o foguete Ariane 5, principal veículo de lançamento do consórcio europeu Arianespace, está com os “dias contados”. Há apenas quatro lançamentos programados para 2022, antes de um final “em grande estilo” em 2023, com a missão JUICE (Jupiter Icy Moons Explorer), da agência espacial europeia (ESA).
É um momento que traz um desafio: encerrar certos aspectos da produção e operação do foguete que já não são mais necessários, mas ainda assim manter a infraestrutura, equipe e mão de obra necessárias para suportar os lançamentos ainda programados. Tudo isso mantendo os padrões de qualidade e segurança de sempre.
“Temos uma equipe específica e um conjunto de atividades que são atribuídas ao final do programa. Principalmente para garantir as necessidades do final do programa e não ficar em uma situação difícil porque, como a cadeia de suprimentos está se fechando gradualmente, precisamos ter certeza de que não estaremos diante de um problema que não pode ser resolvido”, relatou Jérôme Rives, vice-presidente da Unidade de Negócios Ariane 5 da Arianespace em entrevista à NASASpaceflight.
Para isso, a Arianespace dividiu em quatro categorias as tarefas necessárias para aposentar o Ariane 5. A primeira é relacionada a peças extras que possam ser necessárias:
“Por exemplo, encomendamos um motor adicional para o estágio superior — que provavelmente não será usado, mas apenas por precaução”, disse Rives. “Também encomendamos um bocal adicional para o motor Vulcain 2, não um motor completo porque a linha de produção do Vulcain 2 ainda está em andamento, pois também o usaremos no Ariane 6.”
A segunda categoria é relacionada às operações de manutenção, para garantir que todas as instalações sejam capazes de suportar as missões remanescentes. Esta é dividida em duas subcategorias: a manutenção de itens que serão usados no próximo foguete, o Ariane 6, e a manutenção daqueles que não serão.
Entre para comentar.