
Uma equipe internacional de astrônomos acaba de relatar a descoberta de um novo exoplaneta (planeta fora do nosso sistema solar), encontrado por meio do Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS) da Nasa. De acordo com os pesquisadores, que apresentaram sua pesquisa em um artigo científico no servidor de pré-impressão arXiv, o mundo alienígena é ligeiramente maior e mais massivo que a Terra, além de ser mais quente.
Chamado GJ 3929 b, esse é mais um dos mais de 5,2 mil candidatos a planetas (TOI, sigla em inglês para Objetos de interesse do TESS) detectados pelo satélite até agora, figurando entre os 180 já confirmados. O equipamento vem realizando uma varredura em cerca de 200 mil estrelas mais brilhantes próximas ao nosso sistema solar.
Liderada por Jonas Kemmer, da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, a equipe relatou que um sinal de trânsito foi identificado na curva de luz de uma estrela anã classe M conhecida como GJ 3929 (outras designações: G 180-18, TOI-2013). A natureza planetária desse sinal foi confirmada por observações de acompanhamento, utilizando-se principalmente do espectrógrafo Carmenes, que está instalado no telescópio de 3,5 metros do Observatório Calar Alto, na Espanha.
“Neste estudo, apresentamos a descoberta de um planeta quente do tamanho da Terra orbitando a estrela anã M3.5 V, GJ 3929. Com base nos sinais de trânsito observados pelo TESS, realizamos uma intensa campanha de acompanhamento com o Carmenes para confirmar sua origem planetária”, escreveram os pesquisadores no artigo.
O planeta GJ 3929 b tem um raio de cerca de 1,15 de vezes o da Terra e sua massa é de aproximadamente 1,21 massas terrestres, assim, sua densidade é calculada em 4,4 g/cm3. Esse exoplaneta orbita sua estrela hospedeira a cada 2,61 dias, a uma distância de cerca de 0,0026 unidades astronômicas (UA) a partir dela. Sua temperatura de equilíbrio é estimada em 569 graus Kelvin — aproximadamente 296 ºC.
Segundo seus descobridores, a alta temperatura de equilíbrio de GJ 3929 b faz dele um alvo primordial para observações de acompanhamento atmosférico. Tais estudos, utilizando ferramentas como o Telescópio Espacial James Webb (JWST), poderiam fornecer informações importantes sobre a composição e, consequentemente, a formação e evolução de planetas pequenos e rochosos.
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