
O mini helicóptero Ingenuity, que pousou em Marte em fevereiro de 2021, já realizou 16 voos a mais do que o previsto pela agência espacial norte-americana (NASA). Desde então, o órgão decidiu seguir com as decolagens e voos do veículo até onde ele aguentasse – e aguentando ele segue, com a NASA estendendo a missão do Ingenuity até “pelo menos” setembro.
O Ingenuity começou como um projeto paralelo de exploração de Marte, chegando ao planeta vermelho acoplado à barriga do rover Perseverance. Enquanto o veículo terrestre explorava a região conhecida como Cratera Jezero, o mini helicóptero faria apenas cinco decolagens para comprovar capacidades de voo em Marte. Ele foi tão bem que já realizou 21 voos e ganhou novas atribuições em sua missão, como identificar rotas não convencionais para o Perseverance.
Agora, por meio de um comunicado, essa missão foi novamente estendida. Segundo o texto publicado no site do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (JPL-Caltech), disse que o pequeno veículo voador de 4 kg deve seguir oferecendo visão aérea da Cratera Jezero, onde há bilhões de anos havia um imenso lago de água.
“Nos próximos meses, o primeiro veículo voador da história a operar na superfície de outro planeta dará suporte ao Perseverance em sua iminente campanha científica de exploração de um delta de rio na Cratera Jezero. Ao longo deste caminho, ele [Ingenuity] continuará testando suas próprias capacidades para servir de base para futuros veículos aéreos em Marte”, diz trecho do comunicado.
Recentemente, o Ingenuity completou seu 21º voo, o primeiro de três necessários para que ele cruze a região norte da cratera – uma área conhecida como “Séítah”.
“Há menos de um ano, nós nem sabíamos se o voo controlado de uma aeronave em Marte era possível”, disse Thomas Zurbuchen, administrador associado do Diretório de Missões Científicas da NASA. “Agora, estamos observando o envolvimento do Ingenuity na segunda parte da campanha científica do Perseverance. Essa transformação de pensamento em um período de tempo tão curto é simplesmente espetacular, além de uma das mais históricas nos anais da exploração aeroespacial”.
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