
Um novo estudo revela o motivo pelo qual não conseguimos nos livrar totalmente do HIV mesmo após o uso de coquetéis antivirais e tratamento intensivo. O material foi produzido pela Universidade de Alberta (Canadá) e publicado no PLOS Pathogens na última quinta-feira (24).
Como sabemos, o vírus HIV causa a chamada Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – mais conhecida como AIDS – e pode ser adquirido de diversas formas, embora a mais conhecida seja pela relação sexual sem preservativos (camisinha). Hoje, existem várias formas de tratá-lo, então ele não é a sentença de morte pela qual se tornou conhecido há várias décadas.
No entanto, ainda não é possível se livrar totalmente dele, pois partes do vírus ficam armazenadas em nossos tecidos, onde células de defesa do nosso organismo não conseguem encontrá-los. O novo estudo indica uma razão para que isso aconteça – tudo tem a ver com uma proteína, ou melhor, a falta dela.
Segundo o autor e imunologista Shokrollah Elahi, em pacientes infectados pelo HIV havia pouca ou mesmo nenhuma presença de uma proteína chamada “CD73”. Essa proteína está relacionada à migração e movimento de células dentro de um tecido, e a falta dela impede as células T – que atuam no sistema imunológico com a função específica de matar células com vírus – de se moverem por esses tecidos para procurar e destruir o HIV.
“Esse mecanismo explica uma razão potencial pela qual o vírus HIV fica no tecido humano para sempre”, disse o especialista. “Isso nos dá a oportunidade de criar novos tratamentos que podem ajudar as células T a melhor migrarem para áreas de acesso às células infectadas em diferentes tecidos”.
A queda da CD73 em pacientes infectados pelo HIV se dá pela infecção crônica que o vírus causa – este é um dos sintomas imunológicos enfrentados por quem é afetado por ele.
Entre para comentar.