
Na última quinta-feira, a SpaceX apresentou oficialmente a nave Crew Dragon “Freedom”, a mais recente das espaçonaves tripuladas da empresa texana. Mas, de acordo com a presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, a nave não será só “a mais nova” como também será “a última”.
A afirmação vem de uma entrevista concedida por Shotwell à agência de notícias Reuters, onde a executiva afirma que a companhia “está finalizando a nossa última (cápsula), mas ainda vamos continuar fabricando os componentes, pois estaremos restaurando elas”.
As espaçonaves Crew Dragon rapidamente se tornaram alguns dos principais veículos espaciais da SpaceX, junto o foguete Falcon 9: a NASA as contrata para conduzir as missões tripuladas à Estação Espacial Internacional (ISS) e, além disso, empresas privadas já conduziram missões particulares com ela.
Isso pinta um cenário interessante: ao todo, a SpaceX conta com quatro naves Crew Dragon em seu plantel de veículos. A qualquer hora, contudo, ela pode se ver temporariamente sem uma delas, tendo em vista que viagens à ISS, por exemplo, tendem a manter os veículos acoplados à estação por toda a duração de uma missão – normalmente um período de seis meses.
Assim sendo, a empresa fundada por Elon Musk se vê em uma situação complexa: precisa manter-se firme em seus prazos e respostas à NASA, mas também tem de atender a um número cada vez maior de contratos feitos por empresas privadas interessadas em levar turistas ou artefatos ao espaço.
“Existem problemas de ciclos de vida, onde assim que você começar a usar [a mesma nave] pela terceira, quarta, quinta vez, você começa a identificar diferentes coisas”, disse à Reuters o ex-astronauta da NASA, ex-funcionário e atual consultor da SpaceX, Garrett Reisman. “A SpaceX é muito boa em identificar esses problemas rapidamente e agir para consertá-los”.
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